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O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. "Clarice Lispector"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A sereia e o pescador

Autora: Mônica Melo

Numa tarde olhando o mar,
Vendo o sol alaranjar,
Pensei que hora do dia tão bela!
A que os pescadores saem para pescar.

Uma brisa passou por mim, como querendo falar,
Por do Sol na prai de Toquinho, Pernambuco
Caminhei e segui sem entender nem analisar,
Me levou, docemente, até água fria do mar,
Sentia algo me hipnotizar,

Cai n'água clara e nadei como os peixes,
Minhas pernas começaram a escamar,
Virei uma sereia, a rainha do mar,
Mas não queria viver assim,
Sob as águas salgadas eternamente.

Foi de repente que senti cordas em cima de mim,
Olhei para cima e percebi um barco parado,
Com um homem bonito de cabelos prateados,
Ele me tirou da rede com muito cuidado,
Saí da água pelos seus braços largos,

Senti por ele um amor diferente,
Ele me esquentou, secou meus cabelos,
Cantei pra ele a canção do mar,
Ele sorriu, não falou nada só me beijou,
Minhas pernas voltaram sem escamas,
De sereia a gente novamente,

Em alto mar, anoiteceu, o sol se escondeu,
Senti medo pois a maré logo encheu,
Mas ele tão cavalheiro me acalmou e protegeu,
Ficamos os dois a olhar estrelas, sob o luar,
Mas não sabia se mulher ou sereia,
Em algum dia iria ele, por mim se apaixonar.

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