Quem sou eu

Brazil
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. "Clarice Lispector"

sábado, 21 de agosto de 2010

Simplismente S

Autora: Mônica Melo

Sou sagitariana,
Sinto simplesmente saudade, serenidade.
Semeio sensatez, sinceridade, saciedade,
São semipreciosidades.
Separo sacrifício, santidade.
Sento sobre sépalas sacramentando sofrimento.
Suavizo soberba sua.
Sobrecarrego sua sabedoria superestimando-o.
Solitária sinto sua sede,
Sorridentemente sorrateias sem sensibilidade.
Sofro.
Substitui sentimento...
Superaquece sol sobre si, sublimando-o, superiorizando-o,
Somarei surpresas só suas,
Suicidarei sentimento suscetível,
Suplicarei seu sangue sobre sua supremacia,
Satisfeita sou.
Substancialmente solidificados somos.
Sem sobreviver, subtrairei severamente,
Socorro solicito.
Seguirei simplesmente,
Suavemente, sim, saboreando,
Sábados, sextas, segundas-feiras, semanas, semestres, séculos....
Só sua serei sempre,
Somente seu sonho sou, sim, sutilmente,
Somos sábios satisfeitos seduzidos.
Salvos sentiremos,
Surpreendidos,
Semelhantes santos seremos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sintonia

Autora: Mônica Melo


Planeja-me como em teus sonhos,
Constrói-me em tua planta.
Deixe livre os ambientes,
Sem paredes ou tijolos,
Para que possamos sair e entrar,
Sempre que quisermos nos encontrar,
Pois é só a liberdade que nos permite criar e imaginar,
E aceitar a emoção boa dentro da gente,
A comunicação entre nós flui sem barreiras.
Porque há uma gostosa química nas físicas nossas.
Achamos juntos uma tranquila sintonia,
Na mesma freqüência ficamos por meses,
Ao som de jazz e blues,
A música ecoando dentro de nós,
Como um afinado saxofone,
A embalar nossos corpos,
No ritmo de um amor que um dia sentimos.

Mundo louco doido torto

Autora: Mônica Melo

Como é possível,
Alguém beber o sangue de sua mulher com cachaça?
Que mundo louco, doido e torto esse o nosso,
Penso que uma mutação só pode estar acontecendo,
De seres humanos para vampiros,
Onde será que chegaremos?
Ao ponto de esquartejar nossos corpos e virarmos ração para cães?
Quão humanos são esses seres que se dizem gente?
Doido, louco, torto é mesmo esse tempo,
De dor, desilusão, agressão, frustração e violência,
Que transformou essa nossa própria casa.
Em que planeta mesmo estamos vivendo?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Água, terra, ar e fogo.

Autora: Mônica Melo

Lágrimas, água, saliva, suor, sêmem, rio, mar.
Inunda minha alma de todos os líquidos.
Afoga-me em sua mente e não me deixem sair.
O sangue do seu corpo tem a cor da flor que jamais me destes.
A chuva cai lavando o amor que não quero mais.
Melhor sair de perto e afastar-se de mim .
Desça pela correnteza para bem longe de minha vida.
Desespere-se, Chore, Implore!
Os pingos gelados da chuva trazem novos arrepios,
Aqueles que não são mais teus.
Não me importo,
Pois eu não mais te quero.

Areia, poeira, grão, semente.
Minha mão tateia por tua pele.
Sinto a textura dos teus pelos macios e leves.
Deixe que te faça castelos de areia,
E nele viver toda nossa história.
Semeando sementes de paixão ,
E nos eternizando quando plantar nossos momentos mais felizes de excitação.

Cheiro, perfume, aroma de flor que colhi para ti.
Teu corpo exala essência de fruta cítrica.
Meu nariz sente teu respirar.
Teu cheiro de homem me embriaga.
Expiro meu amor para encher os teus pulmões,
E nunca mais faltar o teu ar.
Aspiro você para me alimentar,
Não preciso mais comer ou beber,
Pois estou saciada,
E Viciada no teu cheiro.

É tudo muito quente, é fascinante, arde e atrai.
Quero o fogo do teu desejo por mim,
Como paixão, que cresce, sobe e desce, movimenta-se e dança.
Como você sobre mim.
Tudo me incendeia se te vejo ou te beijo,
Inflama-me de ciúmes e desejo,
Se te desoriento ou provoco.
Abraça-me então com seus braços fortes,
Quero suar com seu calor, até ferver a minha pele,
E para sempre derretermos com todo nosso amor.

ESPELHO EMBAÇADO

Autora: Mônica Melo

Algo embaça o espelho do banheiro,
Não consigo ver,
O brilho e a nitidez dissipam-se,
A fumaça vem e circula o espelho,
A minha visão acostuma-se aquela nuvem,
Mas a temperatura com o frio cai,
O ar vem vindo levando o vapor.
O que surgirá naquele espelho?
Assusto-me,
Vem um medo do que nāo conheço,
Apaguem a luz,
Porque desembaçou,
Nāo foi eu quem gritou,
Percebo sem embaraço,
Uma mulher de forma simples,
E é a imagem minha que vejo,
Tão verdadeiramente,
Eu, espelho meu...
Embaçou.