Quem sou eu

Brazil
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. "Clarice Lispector"

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Contos do dia a dia

Saudade dos versos e prosas,
Contados no dia a dia,
Saudade da alegria,
Que me trazia aquelas linhas 
Saudade do encontro com a criação,
Que há tanto tempo não me vê.
Alma, Arte, Poesia,
E tudo que envolve meu ser.

terça-feira, 19 de março de 2013

Hoje é comemorado o dia dos Pais em Portugal, deixo essa homenagem a todos os pais do mundo, que fazem e fizeram doce a infância de seus filhos.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Chorando por Chorão


Quem controla o tempo,
Nem nos disse que hoje ia chover,
Melodia Chorão tocou tanto em meu ser,
Pois vejo pessoas morrendo por dentro.

E sabemos que a maior sabedoria,
É entender no fundo quem nós somos,
Para onde vamos,
Desatando tantos nós,
Assim, achando a gostosa paz.

E na moral,
Tem tanta gente que não aprende,
Que a nossa mente nos trai,
E ela nos mente constantemente,
Deixando de ser guerreiro por um vacilo pequeno.

O tempo é rei,
Tem poder de curar a quem quer se ajudar,
Grande mesmo é quem tem medo,
Mas corre atrás da coragem,
Pois é ela quem nos faz gigantes,
Pessoas simples como a gente.

Hoje nós choramos por Chorão,
Ele que fez tanto uso de belas palavras,
Mas tomou um caminho diferente,
E de repente, mudou sua sorte.

E nos deixa num silêncio,
Ouvindo dentro de nós aquela voz feroz,
A cantar nos "dias de luta,
Dias de glória",
Vindo dum "Céu azul"

E junto ao seu Santo Forte,
Fique em paz,
Atoa, numa preguiça boa,
Nosso Charlie Brown.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Frequência Urbana

Autora: Mônica Melo

Bate estaca nas construções, helicópteros e aviões, 
Sirenes de ambulâncias e camburões, 
Apitos, buzinas de carros e motos ressoam de um trânsito louco,
Propaga-se na atmosfera um som sem harmonia, 
Que paira sobre a vida urbana.

O ter ensurdece e emudece o ser, 
Os valores de outrora agora desvirtuados, 
É uma verdadeira violência pela sobrevivência,
Que reverbera nas paredes de concreto dos altos prédios,

Nosso ar sufocado, circula viciado sem ser renovado,
Os seres humanos cada vez mais neurotizados,
A fugir da realidade doentia, com os comprimidos da alegria.
Nas grandes cidades, até as imagens gritam
E ecoam sobre nosso corpo frágil seu poder dia a dia.

Com os fones nos ouvidos os jovens param de se comunicar,
Nem podem perceber o som das ondas do mar,
O pulsar do coração, a paz, a dor ou o amor.

Quem atinge a profunda frequência do inaudível
Consegue com a alma escutar,
"...Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente...
...Grita ao céu e a terra toda a natureza!"

É Bachianas brasileiras a tocar.