Quem sou eu

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O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. "Clarice Lispector"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Libélula


Autora: Mônica Melo

Quem me dera ser agora, uma libélula,
A voar por sobre as flores do teu altar,
Para lá e para cá,
Derrubar todas, uma de cada vez,
Bem devagar, só para te irritar,
Pessoa má!
Será que isso faria você lamentar?
Ao pensar no que me fez,
Desprezando-me e descartando-me,
Como se fora flores secas de um jardim,
Ó que pobre imaturo indivíduo...
Nem entende uma mulher apaixonada!
Por isso, nem merece o amor que tem,
Mas como uma libélula,
Seguirei para bem longe de você,
Em vôos distantes a visitar flores,
De outros altares,
Dos que me aceitem e desejem meu gostar,
Desse jeito que sei tão bem voar e amar.