Fica noite sem brilho,
Não vejo nada a minha frente,
Eclipse total!
Onde está o chão, para andar?
Fora levado com o furacão,
Corrói solidão!
O que me resta agora é só carne,
E que dor a flor da pele,
Tua voz ausente,
Onde está você tão docemente?
Derramo meu pranto,
De promessas esquecidas,
Na correnteza do mar profundo,
Vejo o rastro deixado ao leu.
Um grito alto em vão e ao vento,
Lamenta o fim dessa paixão,
Que me fere o peito,
Que pavor é esse,
Que é o de perder o grande amor!