Uma
mistura de saudade e tristeza.
E você
pensava que seria tão festejada a chegada deste dia.
Pois
seria o fim do Boletim,
Das unidades,
Das chamadas oral, das recuperações e finais,
Fim
do fardamento completo,
Da pasta para assinar, de ter que levar a mãe para conversar,
Nada
de tarefas, aulas de geografia ou biologia.
Quem diria que ao chegar esse dia,
O dia
da última página do seu Livro Escola,
Veria
em você um toque de nostalgia.
Não dá para simplesmente seguir em frente,
Pegar
este belo livro escrito com a primeira parte de sua história,
E
largá-lo numa estante qualquer para enfeitar,
Foram
cerca 2920 páginas escritas,
De
muitas contos, romances, dramas e aventuras,
Tudo
isso no mesmo lugar,
O pátio
da Santa Maria.
O que fazer agora?
O
jeito é alargar essas horas,
Com
festa todos os dias!
Baile
a rigor, a after, a after da after,
Assim
vocês resolveram emendar,
E comemorar,
de leve, já que tem Roacutan para tomar.
Ver-se todas as horas,
Esticar
essa história,
Pois
ninguém nunca fez guerra,
Ou escravizou povo algum.
Mas sempre, grandes amizades,
E muitos
tratados selados com a galera,
De
pelada, de festas e pegação,
Na
moral "véi", tudo isso naquela escola,
Cheia
severas regras, de azulejos azuis,
Ponte, lago com peixes e hinário.
Vocês
acompanharam lá a nova era,
A era da RosaAmélia,
Ela agora como diretora,
Após a Morte de Dodô, a fundadora.
Mas é chegada a hora,
Não a
do Recreio ou a de largar quando tocar,
Nem a dos Jogos da amizade,
A
hora que te falo agora, filho, é a do Adeus,
Do
Adeus ao seu colégio,
Do
Adeus aos anos que não voltarão mais,
E
quando, um dia, você se ligar,
Terão
passado, a jato, tanto tempo.
E quando você ouvir uma velha música tocar,
(“…now you’re just
somebody that I used to know…”)
Vai recordar do ano do seu vestibular,
Ano da dobradinha dia doze, do mês doze e ano doze,
De um Enem na sala doze,
Um ano de maturidade,
Da reeleição de Obama,
Do furacão em Manhattan,
Ano que você soube o que era ser criado por vó,
E que mesmo com toda a correria,
Teve direito a uma viagem para um porto,
Não tão seguro, aos meus olhos.
Foi um ano de muitas redações e recordações.
Meu filho, espero que você lembre-se sempre,
Do discurso do seu professor de literatura,
Na sua festa de formatura,
Assim nenhum nome que foi dito, será esquecido.
Quero deixar aqui o meu recado, filho querido.
Nunca abandone o sentimento mais sublime,
O de sempre valorizar as amizades verdadeiras,
Mesmo que se passem 5,10, 15 anos ou mais,
Independente do título, se mestre ou doutor,
Que vocês continuem a ser simplesmente,
"Galego","Tonhão", "Cuca", "Uzaboy", "Ray",
"Muniz", "Balove","Gê","Cadão", "Cabeça",
"Pipos", "Tedy", "Sueta", "Julinha", "Owal",
Entre outros, todos tão belos amigos.
"Galego","Tonhão", "Cuca", "Uzaboy", "Ray",
"Muniz", "Balove","Gê","Cadão", "Cabeça",
"Pipos", "Tedy", "Sueta", "Julinha", "Owal",
Entre outros, todos tão belos amigos.
E ainda te digo o mais importante de tudo,
Não se perca de você,
Busque
seus sonhos,
De um belo futuro,
De ser um bom engenheiro,
De ser um bom engenheiro,
Os seus
sonhos de jovem,
Que
iniciaram-se naqueles dias,
Nos
dias de Santa Maria.
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