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O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. "Clarice Lispector"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Água, terra, ar e fogo.

Autora: Mônica Melo

Lágrimas, água, saliva, suor, sêmem, rio, mar.
Inunda minha alma de todos os líquidos.
Afoga-me em sua mente e não me deixem sair.
O sangue do seu corpo tem a cor da flor que jamais me destes.
A chuva cai lavando o amor que não quero mais.
Melhor sair de perto e afastar-se de mim .
Desça pela correnteza para bem longe de minha vida.
Desespere-se, Chore, Implore!
Os pingos gelados da chuva trazem novos arrepios,
Aqueles que não são mais teus.
Não me importo,
Pois eu não mais te quero.

Areia, poeira, grão, semente.
Minha mão tateia por tua pele.
Sinto a textura dos teus pelos macios e leves.
Deixe que te faça castelos de areia,
E nele viver toda nossa história.
Semeando sementes de paixão ,
E nos eternizando quando plantar nossos momentos mais felizes de excitação.

Cheiro, perfume, aroma de flor que colhi para ti.
Teu corpo exala essência de fruta cítrica.
Meu nariz sente teu respirar.
Teu cheiro de homem me embriaga.
Expiro meu amor para encher os teus pulmões,
E nunca mais faltar o teu ar.
Aspiro você para me alimentar,
Não preciso mais comer ou beber,
Pois estou saciada,
E Viciada no teu cheiro.

É tudo muito quente, é fascinante, arde e atrai.
Quero o fogo do teu desejo por mim,
Como paixão, que cresce, sobe e desce, movimenta-se e dança.
Como você sobre mim.
Tudo me incendeia se te vejo ou te beijo,
Inflama-me de ciúmes e desejo,
Se te desoriento ou provoco.
Abraça-me então com seus braços fortes,
Quero suar com seu calor, até ferver a minha pele,
E para sempre derretermos com todo nosso amor.

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